A Psicologia Financeira - Morgan Housel

A Psicologia Financeira - Morgan Housel
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Recentemente terminei a leitura do livro A Psicologia Financeira do Morgan Housel, confesso que eu estava esperando algo mais tecnico. Talvez mais numero, mais teoria, mais economia comportamental raiz. Mas o livro não vai por esse caminho e no final foi o que achei que faz ele ser bom.

Canvas - Livro - A Psicologia Financeira – Morgan Housel

Ele não ensina qual ação comprar, nem como bater o mercado. Também não tem nenhuma fórmula mágica pra enriquecer. Ele fala de comportamento. E no final se você parar pra pensar, o comportamento é o que influencia sua vida financeira.

A primeira coisa que me chamou atenção é que finanças não são uma ciencia exata. Sucesso não é só inteligencia, sorte pesa e contexto pesa, além do timing que é fator determinante do sucesso, admitir isso deixa a gente menos arrogante e mais realista.

O livro fala muito sobre tempo. Tempo é o maior ativo nos investimentos, aí que mora os juros compostos e paciência é fundamental. Ficar no jogo por muito tempo resolve muita coisa, o problema é que pouca gente aguenta ficar.

Tem uma ideia mencionada muito interessante que diz que rico é o que aparece, próspero é o que não aparece. Patrimonio é invisivel, é o dinheiro que você não gastou. Economizar é a distancia entre seu ego e sua renda.

Ele também fala que você pode errar muito e ainda assim dar certo. Uma pequena parte das decisões gera a maior parte do resultado. Então olhar investimento por investimento é um erro. O que importa é o conjunto. A visão de longo prazo. Aceitar que muita coisa vai dar errado no caminho.

Outra coisa importante é evitar extremos, gostar de risco é necessário porque risco paga no longo prazo. Mas você precisa ter medo do risco de quebrar. Quebrar tira você do jogo e sem tempo, não tem juros compostos que salvem.

Tem uma pergunta simples que resume bem o livro que é: isso me ajuda a dormir a noite? Tem gente que dorme melhor assumindo risco. Outros só descansam no conservador, não existe regra única.

Também gostei da parte sobre ostentação. Ninguém liga tanto para suas posses quanto você acha. Muitas vezes a gente quer respeito, não o objeto e respeito não vem de carro caro.

É um livro simples e muita gente pode achar básico demais. Mas ele traz uma visão muito mais humana sobre dinheiro, e isso é o que torna ele interessante. Ele lembra que você não é uma planilha, é uma pessoa.